terça-feira, 29 de março de 2011

Sucker Punch

Quando vi o trailler desse filme uns dias atrás (não me lembro agora o que eu assisti, mas se eu num postei aqui, num deve ser digno de nota) pensei logo: “Caceba! o que faz um cara colocar no mesmo filme garotas lindas com roupas sexy, Nieuports IX, Fokkers Dr-I (ambos aviões da I guerra), soldados alemães steampunks em trincheiras também da primeira guerra, um zeppelin maior que o Hindenburg, uma B-25 (amo esse avião), um mecha do tipo Gundam (ou Full Metal Panic ou Metal Gear Solid), uma dragoa das grandes num castelo medieval, samurais enormes com olhos vermelhos no maior estilo Samurai Warrior (um deles sentando o dedo uma minigun .30 pra cima da loirinha) , um helicóptero Huey num fundo futurista bem Tropas Estelares e um tiozão meio que sensei (ou Charlie das Panteras, ou Jerry das Três Espiãs Demais) de todo mundo, imersos numa dinâmica de câmeras frenética ( ao melhor estilo Matrix) com azeitonas (leia balas de grosso calibre) voando por toda parte e uma trilha sonora absurdamente legal???”

A resposta: Dorgas, mano. Pesadas!

Fiquei com umas pulgas na orelha a semana toda por conta disso. Sabia que o filme num seria lá aquelas coisas (vamo combinar que tem muita coisa misturada, né?) mas mesmo assim estava com uma vontadezinha de ver. E hoje fui com a Laís no cinema assistir, despretenciosamente, Sucker Punch.

suckerpunch banner

Como vocês podem ver pelo banner, eu não tô mentindo…

Baby Doll (Emily Browning – Navio Fantasma e Ned Kelly) é uma loirinha que perde sua mãe, herda tudo da família juntamente com sua irmã e é internada pelo padrasto num hospício (mediante propina) acusada de ser insana (dooh) e matar a própria irmã.

Lá ela é destinada a fazer uma lobotomia ( método carniceiro onde se enfia uma estaca de metal sob o olho para se danificar um lobo do cérebro e a pessoa ficar “mais calma” – leia-se vegetando) e no ínterim é atrormentada por Blue Jones (Oscar Isaac – Robin Hood) o gerente do hospício e pela Dr. Vera Gorski (Carla Gugino – Sin City, Watchmen, Pequenos Espiões, Uma Noite no Museu) psiquiatra do lugar, juntamente com suas novas BFF’s (best friends forever): Rocket (Jena Malone – Contato, Na Natureza Selvagem, Donnie Darko, Cold Mountain), Amber (Jamie Chung – Dragonball Evolution e participações em séries como Veronica Mars, E.R., CSI: NY e Greek), Blondie (Vanessa Hudgens – High School Musical e todo o escândalo teen – maldição da disney vide Britney, Lindsay, etc) e Sweet Pea (Abbie Cornish – Elisabeth – a era de ouro, a Lenda dos Guardiões), irmã de Rocket.

Aí começa a viagem mucho loca: enquanto está no hospício, Baby Doll vive uma realidade diferente onde ela e as amigas são “garotas de família” numa “casa de lazer adulto” de Blue, que as mantém cativas sob risco de morte se tentarem escapar. Nessa Baby Doll (até então doce e pura como o orvalho da manhã) tem a incrível idéia de fugir e ser livre novamente, juntamente com suas BFF’s guiada por um plano do Sr. Miyagi, digo, seu sensei (Scott Glenn – Limite Vertical, O Silencio dos Inocentes, Apocalypse Now, Caçada ao Outubro Vermelho e mais um monte).

Tudo que elas precisam é de uma faca, um mapa, fogo, uma chave e algo que só Baby Doll pode descobrir sozinha (típico, né?). E a loirinha viaja legal nas fantasias cheias de ação frenética descritas no primeiro parágrafo desse post gigante enquanto dança sensualmente de microssaia para seus espectadores (sério, eu mal vi a mulher se mexer. Nada de performances ao estilo Jessica Alba em Sin City. No sexy dances here. E pra não ser mais spoiler, parei a descrição da sensualidade da garota por aqui) e suas amigas ralam pra conseguir os itens do plano.

Pontos extras pra fotografia que ficou muito legal, trilha sonora com muito estilo, beldades em cena com roupas micro largando o dedo com vontade e efeitos especiais impecáveis e uma bela performance nos stunts.

Quanto à atuação: Não peca nem deixa a desejar. Atores muito bons contracenando com atores jovens em papéis de destaque (vide Emily Browning como protagonista que não fala muito) que ainda tem muito que crescer.

Direção bem ao estilo Tarantino como costumo dizer (e minha prima me xinga horroes): nonsense, excentrica, bem ao estilo Kill Bill com bem menos sangue. Há quem diga que é um filme “cult”, eu acho que faltou um quê de inteligencia. No fim: um filme bom, divertido, que não acrescenta nada de mais.

Nota de 0 a 9,5: 7,0

Mais informações: http://suckerpunchmovie.warnerbros.com/

Momento dicionário: “A sucker punch is a blow made without warning, allowing no time for preparation or defense on the part of the recipient. It is usually delivered from close range or from behind. A sucker punch thrown outside of the rules of boxing is illegal.”

Traduzindo: Um sucker punch é um golpe feito sem aviso, não deixando tempo para preparação de defesa por parte da vítima. É usualmente desferido de uma distância curta ou pelas costas. Um sucker punch desferido fora das leis do boxe é ilegal (covarde e viadinho).

2 comentários:

  1. muito bom seu comentário sobre o filme. Estou precisando ver um filme desse que é só diversão e não acrescenta nada além de adrenalina na gente!!!

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  2. Já comprei o poster pra decorar o meu quarto do computador... Não com essa merda de "MUNDO SURREAL"... que sismam de dar sub titulo a filmes no Brasil. Apesar de disso visual effects rulam e é isso que tô procurando no momento !!!

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